A economia circular tem sido um tema bastante debatido e surge como uma alternativa à economia linear, tendo uma preocupação com o desenvolvimento sustentável.
Neste artigo, conheça melhor este modelo e quais as suas diferenças face à economia linear. Por último, fique a par dos seus benefícios em diferentes âmbitos.
Em que consiste a economia circular?
A economia circular consiste num modelo de produção e de consumo que tem como objetivo aumentar o ciclo de vida de cada produto. Ou seja, incentiva à redução, partilha, reutilização, reparação e reciclagem dos materiais e produtos sempre que possível.
Por exemplo, assim que um produto termina o seu ciclo de vida, os materiais que o compõem continuam na economia devido à reciclagem. Logo, podem voltar a ser usados.
Através deste modelo é possível diminuir o desperdício e a quantidade de resíduos que são produzidos todos os anos. Tem ideia que, na União Europeia, são produzidas 2.2 mil milhões de toneladas de lixo por ano?
Na imagem seguinte é possível verificar este processo circular que vai desde a extração das matérias-primas à gestão de resíduos.
Desta forma, é notório que a economia circular trabalha no sentido de redesenhar processos, produtos e novos modelos de negócio assim como de otimizar o uso dos recursos, com o intuito de reduzir a sua extração e aumentar a reutilização.
Como se diferencia da economia linear?
Contrariamente à economia circular, a linear faz parte de um modelo tradicional de extração, produção, utilização e descarte. A obsolescência programada, estratégia através da qual o produto é desenvolvido com um período de vida específico para se tornar obsoleto e forçar o consumidor a comprar o novo modelo, é um exemplo deste tipo de economia.
A economia linear tem por base a premissa de que os recursos naturais são ilimitados, podendo ser usados e descartados de forma livre. Isto é, neste caso, o crescimento económico depende do consumo dos recursos naturais finitos, originando a sua escassez, e resulta num grande volume de resíduos.
Este modelo origina vários problemas ambientais como é o caso das alterações climáticas, poluição e perda de biodiversidade.
Quais são os benefícios em aderir a uma economia circular?
Verificámos que a economia linear tem algumas desvantagens ambientais que têm impacto no planeta Terra assim como na vida de todos os seres vivos. A solução passa por introduzir uma economia que promova a valorização dos produtos e materiais a longo prazo.
Redução da dependência das matérias-primas
Ao incentivar a valorização dos produtos e ao mantê-los na economia a longo prazo, a economia circular evita a crescente necessidade de usar recursos naturais. Deste modo, existe uma diminuição da extração das matérias-primas.
Importa referir que a reciclagem das matérias-primas traz também vantagens como a redução dos riscos relativos à oferta, como é o caso da volatilidade dos preços e a dependência da importação.
Proteção do ambiente
Esta questão das matérias-primas reduz, consequentemente, o gasto de energia e as emissões de gases com efeito de estufa.
O facto de promover a reutilização e reparação dos bens reduz também os desperdícios e os resíduos, assim como a poluição que são capazes de gerar em aterros. Além disto, existe uma maior proteção da biodiversidade ao manter os habitats e paisagens naturais.
Criação de novos empregos
A necessidade de redesenhar os produtos origina uma maior inovação nas empresas e, por conseguinte, requere a criação de um maior número de empregos.
Acresce ainda o facto de permitir que os consumidores poupem mais dinheiro ao terem produtos e bens duradouros.
Autora: Daniela Matos